sábado, 30 de outubro de 2010


Você vai navegando pela noite, madrugada, sem rumo, no caminho do abismo mais nebuloso. Não se tem idéia do que está no próximo segundo. O que quer é ir. Que sede de ir! Estou solta, tão solta que qualquer coisa minimamente envolvente me pegaria e eu não faria esforço nenhum para me livrar de suas garras suaves. Vontade é meu nome. Vontade ardente. Quero um pouco mais de velocidade. Estou paralisada e ao mesmo tempo em desparada dentro de mim mesma. É tudo lamentação. É tudo inconformismo. Que saco. Que tédio! De que serve meu viço? Ah... pela noite eu vou.

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