A fumaça que me adentra vem do mar mediterrâneo em chamas. Passa por mim a faixa de gaza, Canaã, Jerusalém, o Monte Sinai e finalmente me chega o mar vermelho. O que irão me revelar nesta longa e rápida viagem? Sei que agora eu é que sou um mar vermelho. Fumo. Trago o mapa sagrado, as terras sagradas. Eu é que sou sagrada.
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010

Você vai navegando pela noite, madrugada, sem rumo, no caminho do abismo mais nebuloso. Não se tem idéia do que está no próximo segundo. O que quer é ir. Que sede de ir! Estou solta, tão solta que qualquer coisa minimamente envolvente me pegaria e eu não faria esforço nenhum para me livrar de suas garras suaves. Vontade é meu nome. Vontade ardente. Quero um pouco mais de velocidade. Estou paralisada e ao mesmo tempo em desparada dentro de mim mesma. É tudo lamentação. É tudo inconformismo. Que saco. Que tédio! De que serve meu viço? Ah... pela noite eu vou.
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